Perguntas Frequentes

Como o cigarro afeta sua fertilidade? +

Há anos, a OMS classifica o cigarro como uma das drogas que mais mata no mundo e tanto o fumo quanto a exposição à fumaça pode causar doenças cardiovasculares, cerebrais, além de câncer.
A situação se agrava quando o fumante em questão deseja ter filhos. Estudos comprovam que a fertilidade feminina em mulheres que fumam até 20 cigarros por dia reduz em 25%. Se a futura mãe ultrapassa esse número de cigarros diários, a taxa de infertilidade pode subir para 43%, o que comprova que a ligação entre a nicotina e o declínio da fertilidade.
Em homens fumantes o cenário se repete: a qualidade do sêmen diminui e os fumantes apresentam um maior de espermatozoides com anomalias.
Por isso, fumar ou estar frequentemente exposto a fumaça de cigarro é prejudicial para homens e mulheres, especialmente aqueles que desejam engravidar.
Conheça as principais técnicas de análise genética +

Há muito tempo a medicina reprodutiva vem estudando a incidência de alterações genéticas e/ou cromossômicas em embriões gerados por mulheres em idade avançada. Isso porque, com o passar do tempo, a qualidade do óvulo reduz e, por consequência, uma gravidez tardia pode trazer um bebê com algum tipo de síndrome, sendo a mais comum, a de Down.
Por isso, a análise genética dos embriões é um teste mais frequentemente solicitado para mulheres que desejam engravidar após os 38 anos.
Existem dois tipos de análise: a cromossômica, também chamada de PGT-A, que avalia se todos os cromossomos do embrião estão normais. Esse exame permite detectar  Síndrome de Down, Síndrome do X-Frágil, Síndrome de Klinefelter, Síndrome de Turner, Síndrome de Patau, entre outras.
Outro tipo de análise é a genética, também conhecida como PGT-M. Essa, por sua vez, consegue identificar mutações gênicas específicas e geralmente é solicitada quando existe algum histórico de doença genéticas que são passadas de pais para filhos, como por exemplo, a fibrose cística, o câncer de mama hereditário e mais de 200 outras doenças genéticas.
Uma vez definido o tipo de análise que necessita ser feito, chega o momento de escolher a técnica que será utilizada. São 3, no total:
– FISH: deve ser realizada no terceiro dia de desenvolvimento embrionário, e permite analisar a presença ou ausência dos cromossomos: X, Y, 13, 16, 18, 21 e 22.
– CGH: tem sido utilizado para analisar os 24 cromossomos em um único procedimento que dura cerca de 24 horas. Nele, é possível identificar possíveis translocações, perdas parciais cromossômicas, além de verificar a presença ou ausência de todos os cromossomos.
– NGS: é a técnica mais atual para estudo dos cromossomos e genes. Ela promove a detecção mais acurada de translocações cromossômicas, o que permite mais precisão no diagnóstico e seleção de embriões saudáveis.
Caso você se esteja tentando engravidar e necessite realizar uma análise genética embrionária, consulte um médico especialista em reprodução humana.

 

Adenomiose ou Endometriose? +

A adenomiose é uma condição caracterizada pelo crescimento de células do endométrio no músculo do útero, o miométrio. É muito parecida com a endometriose, sendo a principal diferença entre as duas que na adenomiose, as células crescem no músculo uterino enquanto na endometriose, as células crescem fora do útero.

Os sintomas da adenomiose também se parecem muito com os da endometriose: cólicas intensas, fluxo menstrual intenso, aparecimento de coágulos, dor durante a relação sexual, dificuldade para engravidar e, em casos mais severos, infertilidade.

Se você foi diagnosticada com adenomiose ou apresenta estes sintomas e deseja engravidar, é preciso fazer uma investigação profunda da sua saúde com um médico especialista em reprodução humana para que seja feita a regulação hormonal e posteriormente, o tratamento para engravidar.

Qual a diferença entre pólipo e mioma uterino? +
Tanto o mioma quanto o pólipo uterino são tumores – em sua maioria benignos – que se caracterizam pelo crescimento anormal das células do útero e a principal diferença entre eles é a origem das células. Enquanto o mioma tem origem em tecidos musculares, chamado miométrio, enquanto o pólipo se caracteriza por crescer em tecidos esponjosos, especialmente o endométrio.
Geralmente, tanto os pólipos quanto os miomas são assintomáticos e a mulher só descobre sua presença durante a visita de rotina ao ginecologista. Na maioria dos casos, as mulheres levam uma vida normal com a presença dessas condições uterinas, mas eventualmente, elas podem causar dificuldade para engravidar. Se esse for o seu caso, é importante buscar a ajuda de um médico em reprodução humana para verificar quais os melhores tratamentos para cada caso, sendo as mais comuns, o uso de medicamento hormonal ou a intervenção cirúrgica.
Já ouviu falar em hidrossalpinge? +
Muitas mulheres que estão tentando engravidar podem se deparar com o diagnóstico de hidrossalpinge. O nome complexo assusta, mas traduzindo de maneira simplificada, a hidrossalpinge é um acúmulo de líquido em uma ou nas duas trompas uterinas, o que que impede que a fertilização do óvulo ocorra de maneira natural.
Além de ficar acumulado em uma ou nas duas trompas, esse líquido também pode “cair” no útero, o que dificulta que um óvulo fecundado se fixe no endométrio, impedindo que a gravidez aconteça.
Por estes motivos, ao ser diagnosticada com hidrossalpinge, a mulher deve passar por um procedimento cirúrgico de desobstrução das trompas para que a gravidez ocorra naturalmente ou, em casos mais extremos, pode ser necessária a remoção das trompas.
Nesse último caso, ainda assim é possível que a paciente consiga engravidar através do método de fertilização in vitro. O mais importante é sempre consultar um médico especialista para buscar o tratamento adequado para o seu caso.
Miomas uterinos afetam a fertilidade da mulher? +

Primeiro de tudo, é importante dizer que os miomas são tumores benignos, ou seja, não cancerosos, que estão presentes em certa de metade das mulheres entre 30 e 50 anos. Um mioma nada mais é do que a multiplicação anormal das células do miométrio – o músculo do útero – mas essa multiplicação celular na maioria das vezes não afeta a fertilidade feminina. Em apenas 4% dos casos, o mioma é a causa da infertilidade feminina e deve ser operado.

A maioria dos miomas são descobertos em exames ginecológicos de rotina, como o ultrassom transvaginal. Geralmente são assintomáticos, mas em raras situações, os miomas podem causar dor pélvica constante, fluxo menstrual intenso e longo, dificuldade de evacuar e urinar, entre outros.

Não há uma causa aparente para o surgimento dos miomas, mas entre as possibilidades estão:
· Desequilíbrio hormonal
· Alteração genética das células do miométrio
· Ter pessoas na família que também apresentam essa condição
· Menstruação precoce
· Dieta a base de carne vermelha

É importante ressaltar que, ao realizar um tratamento de fertilidade, é possível que sejam verificados miomas no útero da mulher, mas nem sempre eles são responsáveis pela infertilidade do casal e cada caso deve ser observado individualmente para garantir o sucesso da gravidez. Por isso, é sempre importante buscar orientação médica para cada caso.

Açúcar e Fertilidade +

Segundo estudos da Universidade de Boston, o consumo excessivo de açúcar é um dos responsáveis pela queda nas taxas de infertilidade dos casais. Isso porque o excesso de açúcar pode afetar o bom funcionamento da hipófise, uma glândula responsável por produzir os hormônios que estimulam a produção dos óvulos e dos espermatozoides. Por isso é muito importante que o casal mantenha uma alimentação saudável para aumentar suas chances de gravidez. Entre as principais recomendações médicas, estão:
-Evitar consumo excessivo de açúcar
– Evitar bebidas de caixinha e refrigerantes
– Evitar alimentos industrializados
– Consumir alimentos frescos, de preferência, orgânicos
– Cortar as frituras
– Adotar um estilo de vida mais saudável

Fale com seu médico e solicite o acompanhamento de um nutricionista para potencializar a efetividade dos tratamentos de reprodução assistida.

O especialista responde: Beber café afeta a fertilidade? +

Não há estudos conclusivos a respeito da influência negativa do café na fertilidade, tanto do homem quanto da mulher. O que se sabe é que a quantidade máxima de cafeína permitida por dia para uma gestante é de apenas 200mg, então se você bebe muito café e está tentando engravidar, talvez seja a hora de pensar em um detox, para que seu corpo vá se acostumando aos poucos com a privação da cafeína.

Menopausa precoce: sintomas e causas. +

A menopausa precoce é um quadro clínico no qual a mulher para de menstruar antes dos 40 anos. Em situações normais, as mulheres deixam de menstruar entre os 45 e os 55 anos, perdendo assim, sua capacidade reprodutiva. Mas em 7% da população feminina, a menopausa chega antes dos 40 anos, que é quando diagnostica-se o quadro de menopausa precoce.

Os sintomas são idênticos aos da menopausa normal:

– Ondas de calor, também conhecidas como “fogacho”
– Suores noturnos
– Insônia
– Ressecamento vaginal
– Diminuição da libido
– Diminição na memória e da concentração
– Redução na massa óssea
– Ganho de peso
– Depressão

Dentre as causas da menopausa podemos citar os tratamentos à base de quimioterapia e radioterapia, menopausa cirurgica. Porém, também há casos em que a menopausa pode ter origem genética e ainda há casos em que não há uma causa determinada. Sabe-se que fatores como alimentação, estresse e doenças autoimunes também podem levar ao quadro de menopausa precoce.

Independente da idade em que acontece, a menopausa é um período muito sensível na vida de uma mulher, e quando a menopausa chega precocemente ela aumenta as chances da mulher sofrer de doenças cardiovaculares e neurocognitivas, por isso, é muito importante que você fique atenta aos sintomas.

Está apresentando sintomas típicos de menopausa? Ficou 3 ciclos consecutivos sem menstruar? Procure um médico!

Vou fazer uma FIV, qual é o melhor momento para implantar o embrião? +
Quando o casal opta por fazer uma FIV, é natural que surjam dúvidas a respeito da implantação do embrião. Afinal, existe um período ideal para implantação?
A implantação é determinada por diversos fatores, mas dois são principais:
– Estágio de desenvolvimento do embrião: os índices de sucesso de uma FIV dependem muito do estágio em que o embrião se encontra. Entre o quinto(D5) e o sexto(D6) dia de desenvolvimento, o embrião é chamado de Blastocisto, que é quando a maioria das implantações é realizada.
– Preparo do útero: além do estágio de desenvolvimento, é essencial que o útero da mulher esteja preparado para receber este embrião. Para isso, a mulher toma alguns medicamentos hormonais para que seu endométrio esteja nas condições ideais para que a implantação seja bem-sucedida.
Também é importante ressaltar que cada organismo é único, por isso, consultar um especialista em reprodução humana é fundamenta para o sucesso do seu tratamento.
O que é o Hormônio Antimülleriano? +
O Hormônio Antimülleriano é um hormônio produzido pelos óvulos que ajuda a medicina reprodutiva a determinar a reserva ovariana de uma mulher. Quanto maior os índices desse hormônio no sangue, maior é a reserva de óvulos disponíveis para uma fecundação natural ou para uma fertilização in vitro.
Se você está tentando engravidar e não tem obtido sucesso, um dos exames que podem ser solicitados por seu médico é justamente o que mede os níveis desse hormônio no sangue.
Caso o resultado seja menor que 1ng/ml, atenção!  Fale com um médico especialista para determinar qual tratamento é ideal para o seu caso.
Como a Fertilização InVitro pode ajudar a prevenir a Síndrome de Down. +

Todas as características físicas que um ser humano possui são herdadas a partir dos genes oriundos de seus pais. Geralmente, eles vêm aos pares, mas em alguns casos, como no da Síndrome de Down, pode haver uma alteração cromossômica e esse número ser maior ou menor.

No caso da Síndrome de Down, trata-se de uma trissomia do cromossomo 21, ou seja, ao invés de o embrião possuir 2 cromossomos, ele apresenta 3 cromossomos.

Esse fato se dá com mais frequência em mulheres acima de 40 anos, mas é importante salientar que a trissomia é um fenômeno que pode acontecer em qualquer gestação.

Para as mulheres acima de 40 anos que buscam um tratamento de fertilização in vitro (FIV) e casais que possuem histórico familiar, é comum que a clínica realize uma avaliação genética embrionária pré-implantacional, para identificar se há trissomia do cromossomo 21 nos embriões.

No dia 21/03, homenageamos os portadores com Síndrome de Down e suas famílias, por serem exemplos de luta, resiliência e amor incondicional.

Para saber mais sobre Análise Genética, clique aqui.

Finasterida altera a função sexual. Mito ou verdade? +

Estudo publicado recentemente pela Universidade de Guangzhou analisou mais de 17 mil homens que tomavam Finasterida para diferentes finalidades.

O estudo concluiu que homens que tomavam em média 1mg/dia da substância não apresentavam quaisquer disfunções sexuais. Esta dosagem normalmente é associada ao tratamento da calvície. Porém, em dosagens maiores, como para o tratamento do aumento da próstata, onde a dosagem é de, em média, 5mg/dia, os pesquisadores identificaram que os pacientes apresentaram algum tipo de disfunção sexual.

Em resumo, a associação da Finasterida à disfunção sexual depende da dose diária consumida pelo paciente.

Para ler o estudo completo (em inglês), acesse o link: https://lnkd.in/dDQfHqE

Casais homoafetivos femininos: qual das parceiras irá conceber a criança? +

Diversos fatores devem ser levados em consideração ao escolher qual das parceiras irá receber o embrião concebido por meio da fertilização in vitro.

Para tomar essa decisão, o diálogo entre as parceiras é, sem dúvidas, a principal iniciativa a ser tomada para que a gestação ocorra de maneira saudável, tanto física quanto psicologicamente, para ambas.

Além do diálogo, é muito importante levar em conta alguns aspectos físicos. É preciso considerar a idade da mulher, seu estado de saúde física e mental. Fazer um acompanhamento psicológico antes da gravidez, para garantir que as mães estejam confortáveis com a decisão tomada, também pode ser uma boa opção.

O mais importante, sempre, é assegurar que o bebê se desenvolverá em um útero saudável, em um ambiente feliz.

O médico pediu um espermograma, mas você sabe o que é? +
O espermograma é um dos exames obrigatórios para um casal que está com dificuldades para engravidar. Nele, o médico é capaz de verificar a qualidade dos espermatozoides e também a saúde da próstata do homem. O exame simples, indolor e não é invasivo: o homem colhe uma amostra de sêmen por meio de masturbação e esta amostra é enviada ao laboratório para análise.
 
O espermograma mede, entre outras coisas, a quantidade de espermatozoides por ml de sêmen, além de avaliar a morfologia, o pH, a velocidade e a motilidade dos espermatozoides.
 
Caso o espermograma apresente alguma anormalidade no sêmen que impeça ou dificulte o casal de ter filhos, um médico especialista em reprodução humana pode orientar sobre os tratamentos disponíveis, sendo o mais comum, a Fertilização in vitro.
 
Quando devo procurar um especialista em fertilização? +

Quando o casal decide tentar uma gravidez natural, existe um período que pode variar de 1 a 2 anos para que a gravidez se concretize de fato. Em geral, 80% dos casais engravidam já no primeiro ano, mas para alguns casais, a espera pode ser maior.

A idade da mulher influencia no tempo de espera, por isso, é importante levar em consideração a idade da mulher ao procurar um especialista, uma vez que, depois dos 35 anos, a fertilidade da mulher declina drásticamente.

Além disso, existem outros fatores que podem influenciar na fertilidade do casal, como tabagismo, obesidade, histórico de endometriose ou varicocele. Por isso, recomendamos que você considere todos os fatores: tempo de tentativa, idade da mulher e estilo de vida do casal. Se sentir que vocês se encaixam nestes padrões, este é um bom momento para procurar a ajuda de um especialista em reprodução humana.

Se este é o seu caso, não hesite em entrar em contato com o nosso corpo clínico. 

Dicas para identificar o período fértil e aumentar suas chances de engravidar pelos métodos naturais. +

Para engravidar, é preciso que o espermatozoide encontre o óvulo em um determinado momento do mês. Esse momento é chamado de período fértil, quando o óvulo e o espermatozoide encontram as condições ideais para a fecundação.

Conhecer bem seu ciclo de fertilidade é fundamental para programar as relações sexuais e chegar à gravidez mais facilmente. Por isso, preparamos algumas dicas que vão ajudar você a identificar esse momento:

  • Identifique de quantos dias é seu ciclo mensal. O ideal é que você faça uma média dos últimos seis meses para chegar a este número. Por exemplo: se seu ciclo tem, em média, 28 dias, seu período fértil será entre o 19º e o 14º dia.                                                                                                          
  • Observe as secreções vaginais: quanto mais perto do seu dia fértil, mais pegajoso fica o muco cervical, semelhante a uma clara de ovo.
  • Fique de olho na temperatura do seu corpo, pois no dia em que está ovulando, ela fica até 1ºC mais alta.                                                                                                                                                    
  • O aumento da libido também é um sinal de que você está em seu período fértil.                                                                                                                
  • Aparecimento de acne? Isso também pode ser um sinal de ovulação.                                                                                                                
  • Testes hormonais vendidos em farmácia também ajudam a monitorar os níveis de hormônio LH, que é liberado quando a mulher está ovulando. 

Quer calcular o seu período fértil? Acesse nossa calculadora.

Planejar uma relação sexual programada garante a gravidez? +

Não. Planejar a relação sexual aumenta bastante as chances de gravidez, mas não garante. O coito programado, ou relação sexual programada é um tratamento que associa à ingestão de medicamentos que induzem a ovulação com o momento certo de ter a relação sexual.

A dosagem do medicamento varia de mulher para mulher de acordo com a idade, peso, número de folículos, entre outros fatores, por isso só deve ser feita com acompanhamento médico.

Lembrando que a relação sexual programada é indicada para casais que estão tendo problemas para engravidar e cujos exames de fertilidade apresentam resultados considerados normais. Para casais com problemas de fertilidade considerados graves, é preciso fazer uma investigação mais profunda das causas da infertilidade para identificar o tratamento ideal para cada caso.

Existe um momento ideal para se ter filhos? +

Não existe uma fórmula secreta para que um casal descubra se é chegada a hora de planejar a chegada de um bebê, mas existem alguns fatores que podem ser levados em consideração nesta equação da vida.

Uma delas é situação emocional e financeira do casal, que deve ser equilibrada para proporcionar um ambiente favorável ao desenvolvimento físico e psíquico dessa criança.

A idade da mulher também influencia na decisão, já que a fertilidade feminina declina consideravelmente após os 35 anos. Se o casal ainda não estiver no momento ideal, uma alternativa é o congelamento de óvulos para uma posterior fertilização in vitro.                                      

Também é preciso levar em conta o fator profissional, a quantidade de filhos que se quer ter e o desejo mútuo do casal de se tornar pais.

Quer saber mais? Confira a matéria na íntegra no link www.bbc.com/portuguese/geral-40771237

Quando é preciso começar a fazer o exame preventivo contra o câncer de próstata? +

A partir dos 40 anos, todos os homens devem fazer check-ups anuais para prevenir o aparecimento da doença.

O câncer é uma doença silenciosa, que só começa a dar sinais no corpo humando quando se encontra em estágio mais avançado. Por isso, o check-up é uma ferramenta muito importante para garantir que homens diagnosticados com esta enfermidade sejam tratados o mais cedo possível.

É muito importante que todo homem com 40 anos ou mais consulte um urologista todos os anos para garantir a saúde da próstata, uma vez que este tipo de câncer é o terceiro maior causador de óbitos na população masculina.

Vou tratar um câncer de próstata, posso ter filhos no futuro? +

A quimioterapia é um procedimento agressivo, que normalmente afeta a qualidade dos gametas de quem passa pelo tratamento. Por isso, o recomendado é que o paciente nessa situação realize o congelamento de seus espermatozóides antes de iniciar o tratamento, garantindo assim gametas saudáveis para uma futura gestação.

Ao ser diagnosticado com câncer o primeiro pensamento, e mais lógico, é iniciar um tratamento o quanto antes. Mas o que poucas pessoas avaliam nesta hora é a questão da preservação da fertilidade.

Estudo apontam que 1/3 dos pacientes que fazem tratamento oncológico terá infertilidade permanente. Se você não pretende ter filhos, isto não é um problema, mas se você pensa em ter filhos é muito importante avaliar este fator antes do início do tratamento.

Para a preservação da fertilidade masculina ha dois métodos para a coleta dos espermatozóides:
– por masturbação (método não-invasivo) quando ha espermatozóides no sêmen.
– técnicas de retirada dos espermatozóides diretamente dos testículos quando não há espermatozoides no sêmen ejaculado (azoospermia)

Após a obtenção dos espermatozoides o mesmo é criopreservado (congelado) a -196 oC e armazenado por tempo indeterminado. Mas tudo precisa ser feito antes do início do tratamento contra o câncer.

A técnica de congelamento de espermatozóides permite que o casal possa ter filhos no futuro através das técnicas de Inseminação Artificial e Fertilização in vitro.

Vale lembrar que a fertilidade pode voltar ao normal de seis a doze meses após o termino do tratamento.

 

Mulheres que passaram por tratamento de câncer de mama podem engravidar? +

Sim, é possível. Um estudo da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) revelou muitas mulheres que passaram por um tratamento de câncer de mama conseguiram engravidar posteriormente. Além disso, este estudo apontou que a gravidez e a amamentação surtem efeitos protetivos contra o reaparecimento da doença.

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo, sendo mais comum entre as mulheres, com 22% de casos novos registrados por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia. Mesmo que a faixa de maior incidência da doença esteja no período da pós-menopausa, isto é, depois dos cinquenta anos, o número de mulheres diagnosticadas mais precocemente aumentou significativamente.

Muitas mulheres nessa faixa etária se amedrontam diante do diagnóstico de câncer de mama, o que é natural, visto a gravidade da doença. Entretanto, quando descoberto em seu estágio inicial, as chances de cura são de 95%, de acordo com estatísticas divulgadas pela Sociedade Brasileira de Mastologia.

A pesquisa analisou uma amostra de 1.207 pacientes com idades inferiores a 50 anos por uma década, todas diagnosticadas com câncer de mama não-metastático, ou seja, o tipo em que as células cancerígenas ainda não tinham se espalhado para outros órgãos do corpo. Ao todo, 333 participantes conseguiram engravidar, o que corresponde a 28% do total. 57% da população avaliada durante o estudo possuía um tumor RE-positivo, ou seja, neste caso, as células cancerígenas são receptoras de estrogênio e se proliferam em resposta ao hormônio.

Fonte: https://claudia.abril.com.br/saude/apos-tratamento-mulheres-com-cancer-de-mama-podem-engravidar/#

Você sabe o que é Beta HCG? +

O beta HCG consiste em uma fração do hormônio HCG (ou Gonadotrofina Coriônica Humana). Por ser um hormônio produzido exclusivamente durante o período gestacional, sua presença em testes de urina ou de sangue caracteriza a gravidez.

O hormônio HCG é produzido pelo trofoblasto, estrutura que dará origem à placenta, por isso podemos dizer que ele tem um papel fundamental na gestação.

Os testes de gravidez de farmácia identificam a gravidez pois possuem reagentes ao HCG. Contudo, como a estrutura do HCG é semelhante à de outros hormônios, o teste de farmácia só tem validade depois que a produção do HCG já está alta, ou seja, em geral após 40 dias da ultima menstruação. Por isso que em clínicas de reprodução humana os médicos pedem o exame de sangue, pois ele é mais preciso quando feito precocemente ao atraso da menstruação.

Os valores do beta HCG variam muito de uma mulher para a outra, por isso, havendo indícios da gravidez os médicos costumam fazer ultrassom ou pedir para repedir o teste para confirmar o diagnóstico.

Em uma gestação normal, a taxa do Beta HCG costuma dobrar a cada 24 ou 48 horas. Quando isto não acontece pode ser indicio de que a gravidez não irá progredir. E nos caso de um pequeno aumento pode ser que tenha alguma complicação.

Você sabe o que é reserva ovariana? +

Ter filhos após os 30 anos de idade é uma realidade cada vez maior na sociedade em que vivemos. Segundos dados do IBGE, em 2015, 31% dos recém-nascidos tinham pais entre 30 e 39 anos.

Muitos são os fatores que tem levado as pessoas a ter filhos depois dos 30 anos, mas uma fator que muitas pessoas não colocam na balança é que com o passar dos anos ocorrem mudanças biológicas significativas que podem dificultar a gravidez.

Dentre os fatores biológicos feminismo esta a reserva ovariana, ou seja, a quantidade de óvulos que está disponível nos ovários da mulher.

Toda mulher nasce com uma quantidade de óvulos determinada. Com o passar dos anos as mulheres vão perdendo estes óvulos. Isto porque quando os óvulos estão maduros eles são liberados pelo ovário e não ha nada que impeça.

Da primeira menstruação até os 30 anos, a fertilidade da mulher se mantém estável. Entre 30 e 35 anos ocorre uma pequena queda. E após os 35 a queda é considerável.

Pode-se dizer que uma mulher com 37 anos já perdeu quase toda a sua reserva ovariana. Mas como cada corpo tem as suas características biológicas, isto pode ocorrer antes ou depois.

Além da quantidade de óvulos outro fator que influencia é a qualidade dos óvulos. Óvulos mais “velhos” costumam apresentar defeitos genéticos, o que dificulta o desenvolvimento do embrião.

É por isso que, se você pretende ter filhos após os trinta e poucos anos, deve ter cuidado com este fator reprodutivo. E se este é o seu caso, fazer uma avaliação da sua reserva ovariana é uma atitude prudente.

A reserva ovaria pode ser medida por três exames simples, dois são de sangue e um é por imagem. A partir destes exames o médico pode determinar a quantidade dos seus óvulos.

Prevenir é sempre a melhor decisão.