Apoio Psicológico
Saúde
O Desejo de Ter Um Filho
Desde muito cedo, em seu desenvolvimento, muitas pessoas constroem um projeto de vida: Crescer, encontrar um par amoroso e com ele dar início a uma nova família. Nesse contexto, origina-se o desejo de ter um filho.
Hoje em dia o desejo de ter filhos e a concretização dessa decisão depende de diversos fatores. As mulheres (e os homens também) decidem ter filhos, pois consideram que a vida será mais gratificante com filhos do que sem eles. Imaginam também que ter um filho significa, de certa forma, alcançar a imortalidade.
O desejo de ter um filho é algo extremamente complexo que muda de pessoa para pessoa. O desejo que move a decisão da maternidade é importante, pois influencia o modo como a mulher encara a gravidez, o aborto espontâneo ou a infertilidade.
A Infertilidade
A dificuldade ou impossibilidade na concretização do sonho de ter filhos produz no casal uma ampla gama de sentimentos: Medo, ansiedade, tristeza, frustração, desvalia, vergonha. Esses sentimentos muitas vezes desencadeiam quadros de estresse importantes.
A situação de infertilidade é capaz de provocar efeitos devastadores tanto na esfera individual como conjugal e desestabilizar as relações do sujeito com seu entorno social podendo ocasionar, efetivamente, um decréscimo na qualidade de vida. Muitos casais inférteis encaram essa experiência como a mais estressante de suas vidas.
O casal com problemas de infertilidade vê-se obrigado a fazer permanentes ajustes no seu dia-a-dia. Suas vidas passam a girar em torno de um ciclo mensal de esperança e perda. O processo do diagnóstico é penoso, estressante e, por vezes, incerto.
O casal pode ainda vivenciar a experiência da perda que exige a concretização de um processo de luto. Essa perda está associada à idealização do filho e ao sentimento de ser diferente dos outros por não ter capacidade de gerar um bebê. Nesses casos, a infertilidade implica e exige um processo de luto com todas as etapas normais da vivência da perda: Negação, dor, culpa, aceitação e adaptação. A sensação de perda e luto são fatores que fazem parte da vivência normal da aceitação e da adaptação ao diagnóstico de infertilidade. Essa primeira fase será elaborada e dará lugar a uma fase em que as energias são dirigidas para a tentativa de reverter o problema e procurar soluções. Iniciam-se então as pesquisas, os exames e os tratamentos.
O Tratamento de Reprodução Humana
O tratamento de Reprodução Assistida tem contribuído para a resolução desses problemas e viabilizam a concretização do sonho de ter um bebê. Porém, durante o tratamento, o casal pode experimentar diferentes sentimentos como a ansiedade (muitas vezes gerada pela expectativa do próprio tratamento, pela grande quantidade de novas informações, ou pelo medo de não engravidar).
Importância da abordagem psicológica na reprodução humana
A atuação psicológica visa auxiliar o casal com dificuldades em engravidar a lidar com os conflitos emocionais como, por exemplo, o medo, a angústia e fantasias despertadas pela infertilidade.
Além disso, o psicólogo proporciona apoio ao casal durante o tratamento (trabalhando associado ao tratamento médico). Auxilia na reflexão sobre as implicações emocionais do diagnóstico, de questões inconscientes intimamente relacionadas com a tentativa do casal na realização do sonho de ter filhos e, ainda, sobre as decisões que o casal deverá tomar em relação aos tratamentos.
A abordagem psicológica prioriza a integralidade do indivíduo propondo a expansão da consciência (que busca o equilíbrio entre mente, corpo e espírito) para que cada um possa realizar-se em plenitude.
A realização de um sonho
A infertilidade é uma condição silenciosa que implica em um sofrimento que muitas vezes não é compreendido como tal. Esse sofrimento afeta a pessoa infértil e estende-se a toda a sua família. É importante que se criem condições permitindo um apoio psicológico não só da mulher, mas também, do casal. Para os casais inférteis, a fantasia do bebê representa a perda, o sofrimento da luta e a longa espera, pois sabem que o bebê permanece um sonho e apenas um sonho. Com ajuda, essa fantasia pode passar a representar também a esperança e pode tornar-se a base de onde é retirada a força para voltar a lutar e acreditar que os sonhos podem ser realizados.




