Congelamento de Óvulos, Espermatozóides e Embriões

Tratamento para engravidar

Além do tratamento de casais com dificuldade de engravidar, as técnicas de reprodução assistida possibilitam algo importante nos dias atuais: a preservação da fertilidade.

Quando pensar em preservação da fertilidade?

Além do tratamento de casais com dificuldade de engravidar, as técnicas de reprodução assistida possibilitam algo importante nos dias atuais: o congelamento de Óvulos, Espermatozóides e Embriões

Algumas doenças (ou seus tratamentos) podem comprometer a produção de óvulos e espermatozoides e, dessa maneira, impossibilitar seus portadores de terem filhos no futuro. Uma situação capaz de provocar essas eventualidades é a ocorrência de câncer. Esta doença pode afetar diretamente os ovários ou testículos o que, obviamente, leva a um comprometimento do funcionamento dessas glândulas. Porém, mais comum do que a ação direta da doença sobre os ovários ou testículos é o possível prejuízo que o tratamento do câncer pode provocar nas funções dos órgãos reprodutores.

Esse tratamento geralmente é baseado em um tripé: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. As cirurgias para o tratamento de determinados tipos de câncer englobam a retirada dos ovários ou testículos. Além disso, uma enorme gama de agentes quimioterápicos tem efeito tóxico sobre os órgãos reprodutores. A radioterapia, por sua vez, quando realizada na região baixa do abdômen, pode danificar, ou até destruir, os ovários. Assim, para esses pacientes, métodos que consigam preservar sua fertilidade antes de se submeterem aos tratamentos descritos acima são importantes, pois, após sua cura, possibilitam a realização do sonho de gerarem filhos e construírem suas famílias utilizando-se métodos de reprodução assistida.

Além disso, como se vê a todo o momento, a sociedade moderna trouxe novos costumes e, portanto, novas necessidades foram criadas. Uma das mais importantes modificações (certamente a mais crescente) é a atuação das mulheres no mercado de trabalho. Como consequência desse comportamento social, observa-se um importante fenômeno: a postergação da maternidade. Devido às novas responsabilidades, muitas vezes os casais optam em “deixar para mais tarde” o momento de terem filhos.

O grande problema disso é que, como visto na seção fator ovulatório, a idade da mulher é um dos principais fatores limitantes para a obtenção da gestação. Sendo assim, métodos que consigam preservar a fertilidade são importantes para que um casal realize o sonho de ter um filho no momento em que achar mais apropriado.

Técnicas para preservação da fertilidade

  • Congelamento de sêmen

    O congelamento de sêmen é uma técnica bem estabelecida e com resultados bastante confiáveis. Geralmente o sêmen é coletado por masturbação, preferencialmente em várias amostras. O sêmen obtido é congelado a -−196°C e pode ser armazenado por tempo indeterminado.

  • Congelamento de embriões

    Nesse caso, obtemos os embriões através de fertilização in vitro e os congelamos em nitrogênio líquido a −196°C por tempo indeterminado. O congelamento de embriões é uma técnica já consagrada e que gera taxas de gravidez ao redor de 40% após o descongelamento. Porém, essa técnica somente pode ser realizada se a mulher já estiver com o parceiro com o qual pretende formar uma família.

  • Congelamento de tecido ovariano

    O congelamento de tecido ovariano é uma técnica ainda em estudo e que tem baixas taxas de sucesso, mas deve ser levada em consideração principalmente nos casos de pacientes que não podem ser submetidos à indução de ovulação. O tecido ovariano é retirado através de uma cirurgia minimamente invasiva (videolaparoscopia) e, logo após, o material obtido é fragmentado e congelado. Teoricamente, pode ficar congelado por tempo indeterminado. Quando for utilizado, o tecido ovariano coletado é reimplantado no organismo. Para obter os óvulos após o reimplante, é necessária a realização de indução da ovulação nos moldes da fertilização in vitro.

  • Congelamento de óvulos

    A técnica de congelamento de óvulos também é nova, mas possui resultados mais promissores que o congelamento de tecido ovariano. Nesse procedimento as pacientes são submetidas a uma indução de ovulação nos moldes de fertilização in vitro e é coletado o maior número de óvulos possível. Após sua captação, os óvulos são congelados e podem ser utilizados quando for mais apropriado. Nesse método não há necessidade de estar com o parceiro com o qual se pretende construir uma família. Além disso, óvulos são “apenas” células e, diferentemente dos embriões, eles podem ser descartados se não forem mais desejados.

Nota: por se tratar de fatores biológicos, físicos e individuais de cada paciente, a realização do tratamento não é garantia de gravidez.
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