ERA: teste de receptividade endometrial

O Teste de Receptividade Endometrial é um procedimento recomendado para mulheres que já sofreram com a falha de uma implantação embrionária. Trata-se de um exame que investiga se a paciente apresenta um momento ideal para implantação diferente da maioria da população feminina, o que poderia acarretar uma falha de implantação embrionária.

Durante um tratamento de fertilização, algumas mulheres infelizmente ainda apresentam dificuldade para engravidar. Quando há falha de implantação de embriões sem causa aparente definida, um dos exames indicados é o ERA, do inglês Endometrial Receptivity Array, ou “Teste de Receptividade Endometrial”.

Toda mulher possui uma janela de implantação, ou seja, um momento em que o endométrio apresenta as condições ideiais para receber um embrião. Em uma mulher fértil, com ciclos menstruais regulares de aproximadamente 28 dias de duração, estima-se que a janela de implantação se estenda do 19º ao 23º dia do ciclo. Este é o tempo necessário de exposição aos hormônios produzidos naturalmente pelos ovários para que o endométrio (camada que reveste a cavidade uterina) fique pronto para a implantação. Fora deste período, mesmo um embrião de boa qualidade não conseguiria implantar no endométrio.

A avaliação rotineira da receptividade do endométrio baseia-se no seu aspecto morfológico, ou seja, verifica-se sua espessura e formato através do ultrassom transvaginal. Se houver suspeita de lesões como pólipos, miomas ou aderências dentro do útero, a avaliação pode ser complementada com a histeroscopia, um exame no qual se introduz uma pequena câmera de vídeo dentro do útero. Apesar deste tipo de avaliação não fornecer informações relacionadas ao funcionamento do endométrio propriamente dito, ela é considerada suficiente para a maioria das mulheres.

Então como explicar por que, em alguns casos, embriões de boa qualidade não conseguem implantar em endométrios cujos critérios morfológicos estejam adequados? Parte da explicação deriva do fato de ainda não se dispor de tecnologia e conhecimento suficientes para saber ao certo quais são os embriões que conseguirão produzir gestações. Por outro lado, nos últimos anos alguns pesquisadores também têm se debruçado sobre o papel do útero/endométrio na implantação e o ERA é um dos exames que permite entender melhor este aspecto.

 

Confira como ele funciona:

Desenvolvido e patenteado pelo Instituto Igenomix, o Teste de Receptividade Endometrial (ERA) identifica alguns genes (238 genes) que são expressos pelo endométrio durante a janela de implantação e comparam a expressão destes genes nas mulheres em tratamento com a expressão normalmente encontrada em mulheres férteis.

Como a janela de implantação depende da exposição do endométrio a hormônios, principalmente à progesterona, o objetivo do ERA é verificar se, na mulher em tratamento, a janela de implantação está ocorrendo no momento esperado. O teste serve para orientar os médicos a prepararem o endométrio com hormônios para a transferência de embriões. Pesquisas com o ERA indicam que até 20% das pacientes podem ter a janela de implantação “deslocada”, isto é, precisam de mais ou de menos tempo de uso de progesterona do que em tratamentos convencionais. Por isso, o ERA é um exame indicado para mulheres que já tenha apresentando pelo menos 3 falhas de implantação de embriões aparentemente saudáveis em endométrios morfologicamente adequados.

 

Procedimento:

Para que o ERA possa ser feito, é necessário fazer uma biópsia do endométrio, que geralmente é realizada no consultório médico e não necessita de anestesia. Este procedimento pode ser feito tanto em ciclos menstruais naturais quanto em ciclos controlados com hormônios. Estes últimos fornecem mais controle sobre o processo e por isto são usados mais frequentemente. É importante salientar que este teste ainda não é recomendando para a avaliação inicial de pessoas com dificuldade para engravidar, isto é, não faz parte da avaliação básica da infertilidade. Outra informação importante é que o ERA pressupõe que a pessoa fará fertilização in vitro e congelamento embrionário para transferência futura. A transferência embrionária é então personalizada e programada de acordo com o resultado do ERA.

 

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Nota: por se tratar de fatores biológicos, físicos e individuais de cada paciente, a realização do tratamento não é garantia de gravidez.
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